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Quem foi Nikola Tesla e por que ele é tão relevante para a Engenharia Elétrica?

Por Bernardo de Mello

Não foi Thomas Edison o responsável pela, digamos, revolução elétrica no mundo. O autor dessa façanha é Nikola Tesla, um dos grandes gênios injustiçados pela história da ciência. 

O nome desse cientista batiza uma unidade usada para medir a densidade do fluxo magnético (lembra das aulas de física na escola?), uma cratera na lua, um asteroide, o maior prêmio de engenharia elétrica do mundo, um aeroporto (o internacional de Belgrado, na Sérvia) e uma banda de heavy metal dos anos 1980. Além disso, o milionário visionário Elon Musk também chamou de Tesla o braço de seus negócios responsável por desenvolver e produzir carros elétricos e baterias.

Deu para perceber que estamos tratando de alguém sem par, que merece ser reverenciado. Acompanhe nosso post, pois temos muito mais para te contar sobre Nikola Tesla.

Origem

Nascido na atual Croácia em 1856, quando a região ainda integrava o império austro-húngaro, Tesla foi muito estimulado por seus pais a desenvolver o raciocínio e a mente. Dizem que possuía memória fotográfica inigualável, capaz de decorar livros na primeira leitura. Permaneceu solteiro por toda a vida, comenta-se que para dedicar-se à totalidade de suas capacidades científicas.

Estudou Engenharia Elétrica no Instituto Politécnico de Graz, na Áustria, mas concluiu seus estudos em 1880 na Universidade de Praga. No ano seguinte, foi admitido na companhia telefônica de Budapeste, onde deu início a sua carreira de engenheiro eletricista. Nessa época, Tesla desenvolveu um aparelho que pode ser classificado como um repetidor ou, mais precisamente, um amplificador de telefone, que pode ser considerado o primeiro alto-falante do mundo -- embora ele não tenha divulgado ou publicado esse invento. A história conta que Tesla era capaz de visualizar seus inventos por inteiro, imaginá-los funcionando perfeitamente, antes mesmo de começar a desenvolvê-los. 

Thomas Edison

Tesla descobriu o campo magnético rotativo em 1882, que é um princípio fundamental da física, base de todos os dispositivos que usam corrente alternada. No mesmo ano, transferiu-se para Paris, onde trabalhou na Companhia Continental Edison, partindo dois anos mais tarde para Nova Iorque, onde foi funcionário na empresa de Thomas Edison, o qual, veremos a seguir, veio a ser o grande sabotador de Tesla.

Tesla e Edison se desentenderam por divergir quanto à corrente contínua. Tesla havia criado ferramentas para tornar possível o uso da corrente alternada, uma forma eficiente de transmitir energia a grandes distâncias, mas muito perigosa em caso de acidente. Edison, por sua vez, baseava suas tecnologias na corrente contínua, e chamava a corrente de Tesla de assassina -- hoje, a corrente alternada de Tesla passa pelos fios de alta tensão de todo o mundo. Graças a essa descoberta em particular e aos equipamentos forjados por Tesla, tornou-se possível o uso da energia hidrelétrica (foi ele que estabeleceu o sistema de geração e aproveitamento de energia gerada nas Cataratas do Niágara).

No entanto, a genialidade de Tesla não foi suficiente para lhe dar o reconhecimento merecido. Enquanto ainda se discutia a eficácia de sua corrente alternada, a corrente contínua adotada por Thomas Edison já estava estabelecida no uso público e lhe garantia muito lucro. Mas para ter luz nas residências, o sistema de Edison demandaria a construção de uma usina de energia elétrica por quilômetro quadrado, o que era (e continua sendo) inviável. O que chamava atenção no sistema de Tesla era o uso de cabos menores que podiam alcançar tensões maiores e transmitir energia elétrica a distâncias muito maiores. Assim que Tesla provasse ao mundo as vantagens da corrente alternada, o patrimônio de Edison seria fortemente atingido.

Foi nesse momento que Edison passou a boicotar o trabalho de Tesla, eletrocutando cavalos, cães e gatos (até mesmo um elefante) proposital e cruelmente para demonstrar a periculosidade da corrente alternada. O impacto foi grande e Edison conseguiu o que queria: grandes investidores perderam interesse no sistema criado por Tesla. Anos mais tarde, Edison acabou, finalmente, derrotado na guerra das correntes elétricas, quando se provou que a descoberta de Tesla era mais funcional e barata, e ela se estabeleceu como padrão em todo o mundo.

As pesquisas e descobertas de Nikola Tesla são fundamentais, tanto para a eletrotécnica quanto para a radioeletricidade. Suas invenções foram baseadas na utilização de eletricidade e magnetismo, como a lâmpada fluorescente, o motor de indução (amplamente usado em indústrias e em diversos eletrodomésticos), o controle remoto, transmissão via rádio, sistema de ignição de carros e a bobina Tesla, que permitiu a comunicação sem fio (ou seja, se você tem wi-fi em casa, agradeça a Tesla).

Ao todo, o inventor registrou cerca de 40 patentes só nos Estados Unidos e mais de 700 no mundo todo. Morreu aos 86 anos, sem dinheiro e sem reconhecimento, que só viria aos poucos, anos depois.

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Tags: Engenharia Elétrica

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