Uma das etapas mais importantes para assegurar a produção adequada dos alimentos é o solo. E para chegar às condições exatas e garantir o sucesso de uma plantação é necessário o preparo apropriado desse local.

Com o avanço da agricultura e a adoção do plantio direto, impactos ambientais ocasionados pelo sistema convencional de preparo do solo foram reduzidos.
Mas em algumas regiões de fronteiras agrícolas a realidade ainda é outra, onde as práticas convencionais acabam sendo utilizadas e quando realizadas de forma inadequada, resultam na degradação do solo, com perdas de produtividade e impactos ambientais.

Estar preparado para lidar com o processo é essencial, uma vez que muitos produtores que estão cultivando em sistema de plantio direto apresentam dificuldades ao aumento dos teores de matéria orgânica do solo, aplicação de fertilizantes, construção de um perfil de solo fértil, impasses que estão atrelados às características peculiares dos solos tropicais.

Esse solo tropical é aquele que sofreu por um longo tempo com ações do clima e organismos e dos organismos, tornando solos geralmente profundos e de baixa fertilidade. Segundo informações da Embrapa Solos, no Brasil o solo predominante, principalmente na região central, denomina-se de Latossolo, uma ordem de solo profundo, geralmente ácido e de baixa capacidade nutricional, havendo, portanto, a necessidade de correção da sua fertilidade para a produção de alimentos. No Tocantins, uma nova fronteira agrícola com potencial econômico para o país, apresenta predominantemente três ordens de solo: Plintossolos, Latossolos e Neossolos, cada um com características próprias, potencialidades e limitações para a agricultura, sendo fundamentais as distinções para o correto manejo.

Diante da diversidade de características e especificidades dos solos tropicais, e da necessidade da capacitação de profissionais especializados, o Centro Universitário Católica do Tocantins (UniCatólica) propõe o curso de Pós-graduação Lato sensu em Manejo de Solos Tropicais, matriz curricular completa, elaborada para capacitar profissionais para os manejos físico, químico e biológico do solo. Além disso, esses profissionais terão competências para prestar assistências e orientações técnicas em manejo e conservação do solo e da água, classificação do solo conforme sua natureza e capacidade de uso, recuperação de áreas degradadas, cultivos de plantas para incremento e manutenção da matéria orgânica do solo, sistemas de preparo do solo, geoprocessamento, avaliação da fertilidade do solo, recomendações de adubação e calagem para as principais culturas, e integração lavoura-pecuária-floresta.

Público-alvo

Profissionais com formação superior em Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Florestal, Gestão Ambiental e Zootecnia que pretendam se qualificar para atuar no mercado ou que já atuam na área e necessitem de reciclagem, preparando-se para novos desafios do mercado de trabalho.